41, 180, 54: a matemática da batalha do impeachment no Senado

Crédito, Ag. Brasil
Conforme avança a tramitação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, aparecem novos números para marcar o desenrolar dos acontecimentos.
Nesta quarta-feira, o Senado decide se confirma a decisão da Câmara dos Deputados de abrir um processo de impeachment contra a presidente.
Confirmado o julgamento, ela é imediatamente afastada de cargo por um máximo de 180 dias.
O processo de impeachment segue com outras duas deliberações do plenário.
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Entenda, por meio das cifras que permeiam esse momento turbulento do país, o que deve ocorrer daqui em diante:

Crédito, Ag. Camara
367
Foi o número de deputados federais que disseram "sim" à abertura do processo de impeachment da presidente, autorizando o Senado a avaliar o caso.
Para que a tramitação avançasse, eram necessários 342 votos favoráveis, o que corresponde a 2/3 dos integrantes da Câmara, o maior placar mínimo exigido em votações no país.
A derrota da petista em 17 de abril, porém, foi ainda mais expressiva: foram 25 votos a mais do que o exigido constitucionalmente. Só 137 parlamentares se posicionaram a favor dela - número bem abaixo dos 172 votos necessários para encerrar o processo de impeachment.
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15
Foram os votos que garantiram o aval folgado ao parecer de Antonio Anastasia (PSDB-MG), favorável ao impeachment, na Comissão Especial que analisa o tema no Senado.
Esse resultado, embora essencialmente formal – a votação desta quarta ocorreria mesmo se o relatório tivesse sido rejeitado pelo colegiado –, é visto como um importante termômetro do que deve ocorrer no plenário.
Foram apenas 5 votos a favor de Dilma: 75% dos senadores que compõem a comissão se manifestaram a favor de afastá-la.
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Crédito, Ag. Senado
81
É a quantidade de votos que estarão em jogo nesta quarta-feira no Senado.
Trata-se do número de parlamentares que compõem a Casa, onde Dilma deve, ao que tudo indica, ser processada e julgada.
41
Esses são os votos necessários para que o Senado abra, ou mande arquivar, o processo autorizado pela Câmara em abril.
Isso quer dizer que os senadores podem reverter a decisão dos deputados – fazendo com que a presidente nem chegue a ser julgada. Algo que, segundo enquetes feitos pela imprensa, teria pouquíssimas chances de ocorrer.
O número corresponde à metade + 1 dos integrantes da Casa.
Bastidores divulgados pela imprensa dão conta de que o entorno de Temer trabalha para obter o maior número possível de votos pró-impeachment. A percepção é de que, quanto maior for a derrota da petista nessa fase, menor será a chance de ela ser absolvida ao fim do processo.
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Crédito, Ag. Brasil
180
É a quantidade máxima de dias nos quais Dilma poderá ficar afastada temporariamente à espera do julgamento, caso mais da metade dos senadores realmente opte nesta quarta por iniciar o processo contra ela.
Nesse período, o vice Michel Temer (PMDB) assumiria o cargo e a petista teria o salário cortado pela metade, mas poderia continuar morando no Palácio da Alvorada.
Se a Casa não conseguir concluir o julgamento nesse prazo, a presidente volta ao cargo e espera pela decisão final governando o país.
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41
Será, novamente, o número de votos que precisará ser alcançado em uma próxima fase para que o julgamento, enfim, ocorra.
Caso a derrota da presidente no plenário se confirme, a Comissão Especial do Impeachment volta a se reunir – inclusive com o mesmo presidente, Raimundo Lira (PMDB-PB), e relator, o tucano Anastasia – e realizará uma série de diligências e audiências envolvendo a acusação e defesa.

Crédito, Ag. Senado
Ao fim dos trabalhos, o colegiado produz um novo parecer (agora chamado "sentença de pronúncia"), que seria submetido ao total de senadores em uma sessão presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, hoje Ricardo Lewandowski, responsável por coordenar o processo.
O documento será aprovado caso obtenha apoio da maioria dos senadores, ou seja, pelo menos 41 deles. Caso contrário, o processo acaba e Dilma volta ao cargo.
54
São os votos mínimos necessários em um julgamento de impeachment para que um presidente da República perca, em definitivo, seu cargo. Esse número corresponde a dois terços dos senadores.
Eles teriam de proferir seus votos, também nominalmente, durante a sessão, na qual o Senado seria presidido pelo presidente do STF.
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28
Esses são os votos que a petista precisa ter a seu favor no Senado para manter seu mandato – isso não significa, porém, que todos têm de ser contrários ao impeachment.

Crédito, Ag. Brasil
Seriam computados nessa conta, além dos "nãos", as ausências e abstenções.
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8
É o número de anos em que a presidente ficaria inelegível caso sofra o impeachment.
Em meses, são 96. Em dias, 2.922. Ao fim desse período, Dilma Rousseff teria 76 anos de idade.



















