Comitê da Meta vê falhas da empresa sobre atuação eleitoral no Brasil; siga as notícias do 2º turno
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Pontos-chave
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Lula condiciona sua ida ao debate à abertura de sigilo por Flávio
Crédito, Reuters
Em evento na Bahia, Lula disse que só irá ao debate da Globo nessa sexta-feira (23/10) se Flávio Bolsonaro abrir seus sigilos
bancário, fiscal e telefônico — um desafio que o petista tem feito ao oponente desde o debate na Band no domingo.
“Se ele apresentar um documento autorizando a quebrar o sigilo, vai ter debate, porque senão ele não pode ir ao debate, porque o presidente da República não pode debater com ladrão”, argumentou Lula.
O petista protocolou no TSE um pedido que propõe que os dados dele e de Flávio, além dos familiares de ambos, sejam divulgados publicamente pelo sistema
DivulgaCandContas ou por outro site de acesso público. A solicitação será relatada pelo ministro André Mendonça.
TSE confirma decisão que proíbe posts associando Flávio a operação da PF
Crédito, Divulgação/PF
Por unanimidade, o TSE decidiu na noite dessa terça-feira (20/10) que posts nas redes sociais associando Flávio Bolsonaro à operação Unha e Carne, da Polícia Federal, devem ser removidos.
A suspensão dos posts já havia sido determinada por liminar, mas agora foi confirmada pelo plenário da Corte.
A decisão atinge posts feitos por Gleisi Helena Hoffmann (PT), Lindbergh Farias (PT), Guilherme Boulos (PSOL) e Rogério Correia (PT), além de páginas nas redes sociais que associaram o candidato do PL à operação.
A defesa de Flávio argumentou que ele não é investigado e nem mencionado na operação, que investiga o uso de postos de combustíveis na região metropolitana do Rio de Janeiro para lavar dinheiro.Na fase mais recente da operação, em 15/10, o deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil) foi preso. Apoiadores do PT exploraram em suas redes a relação entre Canella e Flávio Bolsonaro.
Flávio aciona TSE contra canal ‘Exército do Lula’
Crédito, Getty Images
Os advogados
de Flávio Bolsonaro (PL) apresentaram hoje ao TSE uma petição solicitando novas
medidas contra o canal no WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo
deputado federal André Janones (Rede-MG) a favor do petista.
A petição
não pede diretamente a derrubada do canal no WhatsApp, mas solicita que seja
reconhecida a “possibilidade” de conduta irregular, por exemplo, no uso de
ferramentas digitais para “alterar o teor ou a repercussão de propaganda
eleitoral”. Em caso de “reincidência” nessas condutas eventualmente consideradas
ilícitas pela Justiça Eleitoral, os advogados de Flávio pedem a aplicação de
medidas previstas em normas da Meta e do TSE, que são especificadas pela petição.
Essas normas
preveem, em última instância, que um canal possa ser derrubado.
A ação pede
providências envolvendo a Meta, empresa dona do WhatsApp, como:
a manutenção
de registros do canal, mesmo mensagens apagadas por Janones;
dados como
curtidas, comentários e compartilhamentos de publicações que viralizaram e anúncios
pagos
explicações
mais detalhadas pela Meta sobre por que a empresa afirmou não ter encontrado “sinais
de comportamento coodernado”
a
instauração de um regime de supervisão regulatória por parte do TSE, o que
permitiria ao tribunal solicitar de forma mais direta informações à Meta
A defesa do
candidato argumenta que a Meta forneceu informações “incorretas” sobre o canal à Justiça Eleitoral.
Flávio pede
a “tramitação prioritária” dos seus pedidos, com “prazos compatíveis com a data
do segundo turno”, que ocorrerá neste domingo (25/10). O caso está sob
análise do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques.
A cinco dias das eleições, Flávio Bolsonaro se reúne com influenciadores e cantores sertanejos
Já na reta final das eleições, Flávio Bolsonaro participou, em São Paulo, de uma reunião com influenciadores e apoiadores de direita para discutir a comunicação da campanha nas redes sociais.
Organizado pelo influenciador e empresário Pablo Marçal, o encontro fechado reuniu influenciadores e outros formadores de opinião alinhados à direita e teve como foco a comunicação política na reta final da campanha.
Durante a reunião, Marçal orientou os participantes a evitar temas relacionados ao STF e críticas diretas ao presidente Lula. Também defendeu que os apoiadores explorassem o medo dos eleitores nos últimos dias antes da votação.
“Nós vamos vender algo, vender uma ideia, em alguns, vender uma esperança, em outros, vender a prosperidade que gera prazer, mas tem que vender o medo. Como assim vender o medo? Hoje o PT está usando a tática do medo”, afirmou Marçal.
O evento contou com a participação de mais de 400 formadores de opinião, que somam cerca de 200 milhões de seguidores nas redes sociais, segundo as informações divulgadas pela campanha.
Em seu discurso, Flávio afirmou que a campanha não deve ser apresentada como uma disputa entre direita e esquerda, mas como um esforço para mobilizar eleitores em torno de uma proposta de mudança para o país.
"Quero que cada um transmita a mensagem e use suas redes sociais para mostrar que o Estado não pode atrapalhar a vida das pessoas. Que eu vou devolver a soberania das pessoas, que estão oprimidas pelo crime organizado", declarou.
Flávio também afirmou que pretende adotar um modelo de governo baseado na escuta da população e de especialistas de diferentes áreas. "Mais do que nunca as pessoas conseguem enxergar que o Brasil tem dois caminhos", disse.
Na segunda parte de sua agenda, o senador se reuniu com artistas sertanejos em Goiânia, entre eles, Gusttavo Lima, Zezé Di Camargo e Marrone, que faz dupla com Bruno.
Lula faz campanha no Maranhão e defende 'pacote de bondades'
Crédito, Ricardo Stuckert/Divulgação
A cinco dias da eleição, o presidente Lula fez sua agenda de campanha no Maranhão nesta terça.
No estado, ele reafirmou que esta será sua última campanha à Presidência da República e, por isso, seu eventual novo mandato um período "histórico".
O Maranhão é o estado do Nordeste em que Lula mais encolheu sua votação, comparada com a de 2022 (de 68,84% para 63,91%, queda de 4,94 pontos percentuais).
"Esse mandato eu quero que seja um mandato histórico, que seja um mandato que a gente possa universalizar o Pé-de-Meia para o ensino médio, criar o Pé-de-Meia para estudantes universitários, continuar gerando empregos de qualidade, formando profissionais", disse.
Entre as prioridades citadas pelo presidente estão a universalização do programa Pé-de-Meia para estudantes do ensino médio, a criação de uma versão da iniciativa para universitários e a continuidade da geração de empregos de qualidade.
Lula também anunciou que enviará ao Congresso, nesta quarta-feira (21), uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para garantir transporte público gratuito aos fins de semana.
Além disso, o petista voltou a cobrar, na agenda no Maranhão, que seu adversário divulgue dados bancários e telefônicos.
Ele seguiu a agenda em uma caminhada entre as margens de Juazeiro, na Bahia, e Petrolina, em Pernambuco.
Comitê da Meta vê falhas da empresa sobre atuação eleitoral no Brasil
Crédito, Isaac Fontana/EPA/Shutterstock
O Oversight Board, Comitê de Supervisão de Conteúdo da Meta, manifestou nesta terça (20/10) preocupação com as "falhas recorrentes" da empresa em manter padrões de transparência para afastar suspeitas de interferência eleitoral no Brasil.
O órgão independente é formado por especialistas externos e independentes de diferentes países e revisa decisões de moderação de conteúdo no Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp.
"Fica claro que a Meta precisa fazer mais para garantir que suas práticas de aplicação das regras durante as eleições sejam transparentes e consistentes e que a manifestação política seja protegida, em vez de reprimida", diz a nota.
A entidade afirma que as falhas na moderação de conteúdo da Meta costumam se manifestar de duas formas: aplicação excessiva das regras, que suprime a manifestação política, e aplicação insuficiente das regras, que compromete a integridade eleitoral.
"A aplicação excessiva das políticas antifraude da Meta às contas de anúncios do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, representa uma falha que deveria ter sido encaminhada a uma equipe interna de especialistas responsáveis pela análise de conteúdo."
Um levantamento feito pela organização CTRL+Z e obtido pela BBC News Brasil reuniu mais de mil casos, no Instagram, de remoção de publicações, restrições a contas e queda de alcance de perfis que postaram sobre eleições no Brasil.
O levantamento identificou 46 casos ligados a jornalistas, movimentos sociais e estudantis. Em comum, eles têm uma taxa maior de banimentos — mais da metade dos casos são de perfis apagados, banidos, ou posts censurados.
Nesta segunda (19/10), apoiadores de Lula se reuniram em frente à sede da Meta em São Paulo para protestar contra as supostas interferências da empresa no processo eleitoral.
Por que Nikolas Ferreira faz aceno ao Nordeste?
Crédito, Reprodução
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou nesta terça-feira (20) um vídeo que classificou como o "mais importante" de sua campanha e de sua vida. Com a legenda "O Nordeste que foi esquecido", a gravação reúne moradores da região que criticam os governos de Lula.
Aliado de Flávio Bolsonaro, o deputado também faz um giro por capitais da região na última semana de campanha antes do segundo turno.
Os estados nordestinos concentram uma parcela importante do eleitorado petista e dão a Lula votações expressivas. Mas, no primeiro turno, o presidente teve uma votação menor do que em 2022 em todos os estados da região. As maiores perdas ocorreram no Maranhão, onde caiu de 68,84% para 63,91% dos votos, e na Bahia, de 69,73% para 66,04%.
Para Antonio Lucena, pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o vídeo é uma tentativa de reduzir a vantagem de Lula entre os eleitores mais pobres.
Segundo o analista, o movimento pode ser lido como uma tentativa de converter votos na região.
"Esse movimento termina sendo importante em um contexto de disputa muito polarizada, em que cada voto vale. A ideia é tentar impactar, furar a bolha e entrar justamente nessa camada da população", afirma.
"Eu acredito que a campanha, e principalmente o deputado, estejam acompanhando as pesquisas eleitorais, porque Lula perdeu votos na classe C, mas ainda tem muitos votos nas classes D e E. Então, esse vídeo é direcionado a essas classes, com o intuito de que o mesmo fenômeno observado na classe C se repita nas outras."
Janones tem alta de hospital e diz que Lula não precisa saber usar redes sociais
Crédito, Reprodução/Instagram/@andrejanones
O deputado André Janones (Rede-MG) deixou o hospital em São Paulo na tarde desta terça.
Ele havia internado na madrugada de ontem com arritmia cardíaca e falta de ar após acompanhar o debate presidencial na Band entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL).
Janones é o criador do canal Exército do Lula, que reúne mais de 5,6 milhões de apoiadores no WhatsApp e se tornou a principal ferramenta de mobilização virtual da campanha do PT.
O deputado orienta os integrantes do grupo sobre como atuar nas redes para disseminar conteúdos favoráveis a Lula. Por causa disso, tem sido chamado de "comandante" por militantes.
A jornalistas, Janones disse após receber alta que Lula não sabe nem tem que saber usar as redes sociais. "É um senhor de 81 anos de idade, que não tem que provar nada mais para ninguém."
Quais empresas Lula incluiu em pedido de quebra de sigilos no TSE?
A petição protocolada por Lula no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que autoriza a divulgação de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico e os de seus familiares, também inclui empresas vinculadas ao petista e a Flávio Bolsonaro.
A autorização de Lula está condicionada ao senador do PL também abrir o sigilo e de seus familiares.
No documento, Lula lista apenas uma empresa própria: a L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda., da qual afirma ser sócio não administrador. Aberta em 2011, a empresa é responsável por palestras do presidente.
No caso de Flávio Bolsonaro, a petição cita quatro empresas no Brasil e uma no exterior que, segundo "diversos veículos de imprensa", o senador faria parte do quadro societário no Brasil ou manteria vínculo no exterior:
São elas:
Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia;
All In One Corretora de Seguros Ltda;
Bravo Grafeno Tecnologia e Inovação Ltda;
Bolsonaro Digital Ltda;
Alcazar Holdings, empresa registrada na Ilha da Madeira, em Portugal.
A Alcazar Holdings é citada por sua ligação com o advogado Willer Tomaz. Segundo a petição, com base em informações divulgadas pela imprensa a partir de apuração da Polícia Federal, Flávio Bolsonaro figuraria como "usuário master" da conta bancária da empresa. Quando a informação veio a público, o senador e o advogado negaram que Flávio fosse responsável pela gestão das contas da companhia.
O pedido protocolado no TSE propõe que os dados bancários, fiscais e telefônicos dos candidatos e de seus familiares sejam divulgados publicamente pelo sistema DivulgaCandContas ou por outro site de acesso público.
A petição não significa que os sigilos já tenham sido efetivamente quebrados ou que os dados estejam disponíveis.
Mendonça será relator de pedido de Lula para abrir sigilos dele e de Flávio
Crédito, Alejandro Zambrana/STF
O ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, foi sorteado relator do pedido de Lula para divulgar seus sigilos bancário, fiscal e telefônico e os de seus familiares, incluindo o filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, caso Flávio Bolsonaro faça o mesmo.
A iniciativa formaliza um desafio feito por Lula durante o debate da Band, no domingo (18/10).
Indicado por Jair Bolsonaro ao STF em 2021, Mendonça foi ministro da Justiça no governo do ex-presidente e também chefiou a Advocacia-Geral da União (AGU). O ministro ganhou destaque recentemente por relatar investigações sobre fraudes no INSS e no Banco Master.
No caso Master, decisões envolvendo informações extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, incluindo mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes, desencadearam uma crise no Supremo. Em setembro, o presidente da Corte, Edson Fachin, retirou de Mendonça a condução do procedimento sobre Moraes e pediu os processos do Master e do INSS, paralisando temporariamente as investigações.
Mendonça também relata dois inquéritos contra Lulinha, por suspeitas de tráfico de influência e corrupção em negociações envolvendo o Ministério da Saúde e a Dataprev. A defesa do filho do presidente nega irregularidades.
A distribuição do pedido de Lula no TSE significa que caberá a ele conduzir a análise do requerimento e encaminhar os próximos passos do processo.
Como será o último debate entre Flávio Bolsonaro e Lula?
No último domingo (18/10), Lula e Flávio Bolsonaro se enfrentaram no primeiro debate entre os dois no segundo turno. O encontro foi marcado por ataques e trocas de acusações. Veja aqui os principais momentos.
O próximo debate será realizado pela TV Globo na sexta-feira (23/10), às 21h20.
Segundo informações divulgadas pela GloboNews, o debate será dividido em três blocos: o primeiro será dedicado a temas relacionados às cinco regiões do Brasil; no segundo, os candidatos poderão escolher os assuntos a serem discutidos a partir de uma lista preparada pela emissora; e, no terceiro, haverá espaço para temas livres e considerações finais.
Geração Z: como 10 jovens decidiram em quem votar nas eleições 2026
A repórter Stephanie Rodrigues conversou com dez jovens de 18 a 29 anos, de sete estados e com posições políticas diferentes.
Todos responderam às mesmas perguntas: por que votaram em candidatos jovens, se influenciadores pesam no voto, como separam verdade de mentira nas redes, se a experiência política importa e o que vai decidir o segundo turno. Só no final eles revelam de que lado estão, e o que mais temem e esperam para o Brasil.
Os entrevistados não formam uma amostra representativa dos jovens brasileiros, mas ajudam a entender como parte dessa geração vê a política hoje. Assista ao vídeo.
O que Flávio Bolsonaro e Lula propõem sobre o Bolsa Família
Crédito, Jefferson Rudy/Agência Senado
A seis dias do segundo turno, o governo Lula anunciou que anteciparia o pagamento do Bolsa Família de outubro. As parcelas caíram na segunda-feira (19/10) para quem tem o Número de Identificação Social (NIS) com final 1, nesta terça-feira (20/10) para quem tem o cadastro com final 2 e deve cair na quarta-feira (21/10) para o restante dos beneficiários.
A medida, justificada pelo governo como uma forma de reduzir os impactos do fenômeno climático El Niño sobre as famílias mais vulneráveis, ocorre após o anúncio de um reajuste de 15,04% no benefício mínimo, que passou de R$ 600 para R$ 691 em setembro.
O programa também está no centro da campanha de Flávio Bolsonaro.
Na segunda-feira (19/10), Daniella Marques, coordenadora econômica do plano de governo do senador, afirmou que um eventual governo dele pretende estabelecer uma regra de transição de dois anos para beneficiários que consigam emprego com carteira assinada ou abram o próprio negócio.
Na prática, a proposta permitiria que essas pessoas continuassem recebendo o Bolsa Família por até 24 meses mesmo depois de começarem a trabalhar formalmente ou empreender.
Lula propõe ampliar e aperfeiçoar o programa. Flávio promete mantê-lo e estimular emprego. Leia mais detalhes sobre o que propõe os candidatos para o Bolsa família nesta reportagem.
TSE registra 442 seções eleitorais com mudança de local de votação
Crédito, EPA
O número de seções eleitorais com mudança de local de votação entre o primeiro e o segundo turno das eleições de 2026 tem variado nos últimos dias.
Em consulta realizada pela BBC News Brasil ao site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às 12h30 desta terça-feira (20/10), 442 seções apareciam com alteração de endereço.
Segundo o tribunal, os números podem mudar diariamente até domingo (25/10), quando será realizado o segundo turno.
Isso porque as alterações são registradas pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e pelos cartórios eleitorais e, depois, encaminhadas ao TSE, responsável por compilar e divulgar as informações.
Lula protocola no TSE autorização para quebra de sigilo bancário e telefônico
Crédito, Getty Images
O presidente Lula protocolou nesta terça-feira (20/10), no TSE, um documento autorizando a divulgação de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico e os de seus familiares nos últimos oito anos. A medida vem depois do desafio feito a Flávio Bolsonaro (PL) durante o debate da Band, no último domingo (18/10), quando o petista disse que abriria seus dados se o senador fizesse o mesmo.
No pedido, Lula solicita que as informações sejam divulgadas publicamente no DivulgaCandContas, sistema da Justiça Eleitoral que reúne dados sobre candidaturas. Ele argumenta que a divulgação pública dos dados é fundamental para que a população brasileira "seja devidamente informada e possa decidir livremente em quem vai votar".
Ao listar as empresas de Flávio Bolsonaro, o documento cita a Alcazar Holdings, empresa registrada na Ilha da Madeira, em Portugal, e ligada ao advogado Willer Tomaz. Segundo informações divulgadas pela imprensa com base em uma investigação da Polícia Federal, Flávio apareceria como "usuário master" da conta bancária da empresa.
O senador e o advogado negam ter negócios em comum.
A autorização de Lula, porém, não significa que os sigilos já tenham sido quebrados ou que os dados estejam disponíveis. A divulgação está condicionada a que Flávio também autorize a abertura de seus sigilos e dos de seus familiares.
PT pede cassação da candidatura de Flávio
Crédito, Getty Images
O PT protocolou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral contra a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) alegando a prática de abuso de poder político e econômico.
A ação foi uma reposta à declaração do senador Reinaldo Azambuja (PL-MS) que prometeu dinheiro de emendas a cidades com mais votos em Flávio no Mato Grosso do Sul, conforme publicado por reportagem da BBC News Brasil na semana passada.
O ex-governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PL), recém-eleito senador pelo estado, prometeu "premiar" com emendas parlamentares os municípios sul-mato-grossenses que tiverem as maiores votações para Flávio no segundo turno,
Durante reunião com prefeitos aliados em Campo Grande na quarta-feira da semana passada, Azambuja, que também é presidente do PL no estado, afirmou que havia combinado a ação com outros dois senadores locais - Tereza Cristina (PP) e Capitão Contar (PL), também eleito no pleito deste ano.
"Eu, Contar e a Tereza fizemos um compromisso nós três. Os municípios onde o Flávio tiver a maior votação, nós vamos fazer um combinado, e anota aí: nós vamos premiar com as emendas esses municípios. Está por conta de vocês. O valor que for."
Nova pesquisa Real Time Big Data: Flávio Bolsonaro 52%, Lula 48%
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Uma nova pesquisa de intenção de votos divulgada nesta terça-feira (20/10) sugere que Flávio Bolsonaro (PL) está quatro pontos percentuais na frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entre os votos válidos.
O levantamento da Real Time Big Data afirma que Flávio Bolsonaro tem 52% das intenções de voto, contra 48% de Lula.
Esta diferença estaria no limite da margem de erro, que é de dois pontos percentuais. A pesquisa foi feita por telefone com 2 mil eleitores entre os dias 15 e 19 de outubro.
Urgente, Meta diz ao TSE que tomou medidas para garantir tratamento igualitário
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A Meta — empresa proprietária do Facebook, WhatsApp e Instagram — respondeu nesta terça-feira (20/10) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que havia dado prazo de 24 horas para que a empresa comprove que está dando tratamento igualitário a Lula e Flávio Bolsonaro em suas redes.
Em um documento com nove páginas, a Meta disse que "atesta que os conteúdos relativos às duas candidaturas são tratados de forma igual e não discriminatória, e descreve o mecanismo que assegura essa isonomia".
A empresa disse que haverá revisão humana de "qualquer suspensão ou restrição automatizada aplicada às contas de anúncios das campanhas presidenciais".
Ela pede ainda que não seja aplicada nenhuma multa.
ASSISTA: a estratégia usada por Flávio e Trump em debates
A postura adotada por Flávio Bolsonaro durante o debate da noite de domingo(18/10) gerou comparações com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Nas redes sociais, usuários e analistas apontaram semelhanças nas expressões faciais e movimentos de cabeça de Flávio, além de sua presença constante no enquadramento das câmeras, muitas vezes por detrás do oponente Lula.
Usuários resgataram uma das imagens mais marcantes da campanha presidencial americana de 2016, quando Trump circulou e permaneceu próximo de Hillary Clinton enquanto ela respondia a perguntas durante um debate em outubro daquele ano.
Legenda do vídeo, Debate: o que está por trás da estratégia usada por Flávio Bolsonaro e Trump?
Cartazes de IA: o início da controvérsia
Legenda da foto, Em teste realizado pela BBC News Brasil, IA da Meta gerou imagens com o termo 'Flávio', mas se negou a fazer o mesmo com o termo 'Lula'
Uma das principais acusações da campanha de Lula contra a Meta é de que suas ferramentas de inteligência artificial não permitiam a criação de imagens sobre a campanha do presidente, mas liberava pedidos idênticos feitos sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro.
A Meta afirmou em nota que o problema ocorreu por uma "lacuna específica em nossas proteções", e não por "viés político".
"Nossos sistemas bloqueavam prompts no Brasil que mencionavam claramente qualquer um dos candidatos — incluindo 'Lula', 'Luiz Inácio Lula da Silva', 'Bolsonaro' e 'Flávio Bolsonaro' —, mas nem sempre reconheciam um candidato quando um primeiro nome comum era combinado com um número eleitoral."
"Como resultado, alguns prompts que usavam 'Flávio' com seu número podiam gerar imagens de cartazes. A mesma lacuna afetava o outro candidato: prompts que usavam 'Luiz' com o número de Lula também podiam gerar imagens de cartazes."
Segundo a Meta, "bloquear isoladamente nomes comuns como 'Flávio' ou 'Luiz' impediria muitas solicitações cotidianas de geração de imagens e não políticas. Corrigimos essa lacuna no mesmo dia."