Por hoje é só
Caros leitores, estamos encerrando por hoje nossa cobertura da eleição em tempo real. Nessa quinta-feira (22/10), estaremos de volta. Até logo!
Flavio com Tarcísio em SP, Lula em MG e na TV Record; confira as agendas dos candidatos nesta quarta-feira e as principais notícias da eleição em tempo real
Caros leitores, estamos encerrando por hoje nossa cobertura da eleição em tempo real. Nessa quinta-feira (22/10), estaremos de volta. Até logo!

Crédito, REUTERS/Adriano Machado
A prestigiada revista americana The New Yorker publicou nesta quarta-feira (21/10) uma coluna em que o jornalista Ishaan Tharoor afirma que as chances de vitória estão mais favoráveis a Flávio Bolsonaro (PL) — e, com isso, Lula poderia enfrentar uma derrota capaz de encerrar sua carreira.
O texto analisa a trajetória política de Lula e compara a situação do Brasil e dos EUA como um "estranho labirinto de espelhos". Leia mais aqui.

Crédito, Getty Images
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), uma entidade católica, divulgou na noite desta quarta-feira uma nota sobre o segundo turno da eleição na qual não defende o voto em nomes específicos, mas exalta valores a serem considerados por eleitores e candidatos.
"Cada eleitor(a) é convidado(a) a considerar a trajetória dos candidatos, suas práticas e seus compromissos com a democracia e com as condições de vida do povo", diz a nota.
"O Brasil, como país soberano, necessita de trabalho digno, alimentação, moradia, saúde, educação e segurança de qualidade. Precisa cuidar do meio ambiente, garantir os direitos humanos e promover a paz", continua.
"Reafirmamos a importância da defesa da Constituição, do Estado Democrático de Direito e do respeito aos resultados legítimos das urnas, expressão da liberdade de escolher os que governam. Encorajamos a participação consciente de todos neste segundo turno das eleições."
A nota também destaca o compromisso da CNBB com os "pobres" e "ameaçados".
O texto é finalizado com um pedido para que Nossa Senhora Aparecida "interceda por nós e ajude-nos a vencer a indiferença e a construir uma convivência fundada na verdade, na fraternidade e na paz".
Antes do primeiro turno, a CNBB foi acusada pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL) de ter envolvimento em posts nas redes sociais dizendo que ele retiraria o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.
"O PT já estava há alguns dias tentando levantar essa fake news, conseguiu com ajuda de gente dentro da CNBB. Infelizmente", afirmou Flávio no final de setembro.
Na ocasião, a CNBB publicou nota esclarecendo que "não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral".

Crédito, Reuters
Existem dois caminhos principais para conferir se a sua seção mudou.
Pelo site do TSE
Por meio do e-Título

Crédito, Carolina Curi/Agência Senado
Camilo Santana, coordenador político da campanha de Lula, afirmou hoje a jornalistas que o candidato à reeleição "não se opõe em absolutamente nada" a condições apresentadas por Flávio Bolsonaro para abrir seu sigilo bancário, fiscal e telefônico.
Lula tem desafiado Flávio a levantar os sigilos à véspera do segundo turno. Mais cedo, o candidato do PL afirmou que só faria isso se o ex-chefe de gabinete de Lula Marco Aurélio Santana Ribeiro, o "Marcola", fizer o mesmo. Além disso, apresentou outras condições, como a abertura do sigilo dos gastos do cartão corporativo da presidência e registros da entrada da lobista Roberta Luchsinger nos palácios presidenciais.
Santana disse que a campanha vai ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) protocolar a resposta de Lula sobre os sigilos nesta quinta-feira (22/10) às 11h e espera que a campanha de Flávio Bolsonaro faça o mesmo.

Crédito, Reprodução/Alesp
Eleito deputado estadual em São Paulo pelo PSOL, Guilherme Cortez, de 28 anos, foi o político jovem que mais tem mobilizado interações nas redes sociais durante esse segundo turno, mostra o mais recente relatório Monitor Jovem DX, que analisou a comunicação digital dos eleitos ao Legislativo com até 29 anos entre 5 e 18 de outubro.
Cortez somou 19,2 milhões de interações em 654 posts, entre likes, comentários e compartilhamentos, superando Lucas Pavanato (PL), que vinha liderando os rankings anteriores do Monitor e passou agora à segunda posição.
Segundo o levantamento, feito pelo Instituto Democracia em Xeque em parceria com o Núcleo de Pesquisas em Psicologia Política e Movimentos Sociais (NUPMOS-PUC) e a Fundação Heinrich Böll Brasil, é a primeira vez que um político de esquerda assume a liderança na lista.
Levando-se em consideração o universo dos jovens eleitos para o Legislativo, a participação da esquerda como um todo nas interações cresceu, passando de 24,9% para 43,2% do total.
Foram 37,5 milhões de interações entre os 14 eleitos do campo no período analisado.
Ana Elisa, deputada federal eleita pelo PT de Minas Gerais aos 21 anos com 524 mil votos, subiu da quinta para a terceira posição, com 11 milhões de interações.
Ela e Cortez estiveram entre os jovens políticos eleitos com forte presença digital que foram a Brasília logo após o primeiro turno se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tentar fortalecer sua campanha nas redes.
Depois de Ana Elisa, Eduarda Campopiano (PL), eleita deputada estadual em São Paulo, de 23 anos, e André Fernandes, de 28, que terá uma cadeira na Câmara dos Deputados a partir do ano que vem pelo PL do Ceará, aparecem em quarto e quinto lugares, respectivamente.

Crédito, EPA/Shutterstock
A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21/10) mostra que quase metade (48%) do eleitorado de Augusto Cury (Avante) diz que votará em Lula (PT) neste segundo turno. Ele foi o terceiro candidato mais bem votado no primeiro, com 2,89% (cerca de 3,4 milhões dos votos).
Dias após o pleito, Cury anunciou apoio a Flávio Bolsonaro (PL).
Por outro lado, a maioria dos eleitores de Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) afirma que votará no senador. No primeiro caso, a margem é de 57% e, no segundo, de 51%.
Chamam atenção os avanços nas transferências de votos: na pesquisa de 14 de outubro, 34% do eleitorado de Cury dizia votar em Lula, número que foi para 48% agora. O aumento foi de 17 pontos percentuais.
O público de Caiado em direção a Flávio, por sua vez, passou de 42% para 57%, enquanto o de Renan foi de 40% para 51%. O candidato do PSD declarou apoio ao senador do PL no dia seguinte ao pleito e tem acompanhado a campanha de perto. Renan, ao contrário, robusteceu as críticas a Flávio.
A pesquisa Quaest ouviu 2.154 pessoas de 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Crédito, Reuters
Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, durante um evento em São Paulo, nesta quarta-feira (21/10), que aceita abrir o seu sigilo telefônico apenas se o ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o "Marcola", fizer o mesmo.
"Ele fez um desafio fake para mim", disse durante o ato. "O Lula nem tem celular. Como ele vai abrir o sigilo telefônico dele? Eu não só vou aceitar o desafio, mas vou além: ele precisa abrir o sigilo dos familiares e do Marcola. Sabe quem atende as ligações para ele? O Marcola".
O senador do PL também exigiu a quebra do sigilo bancário do Instituto Lula. Neste caso, ele se baseia em uma reportagem da revista Veja publicada na semana passada. Segundo a matéria, Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, ofereceu como parte de um acordo de delação premiada a informação de que entregou R$ 30 milhões à entidade para custear a produção de um filme sobre o presidente.
Flávio acusou Marcola de ser o operador financeiro de gastos pessoais de Lula e da primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a "Janja". Em dado momento do evento, cobrou que o desafio da quebra do sigilo seja estendido ao cartão corporativo da Presidência.

Crédito, Brian Snyder/Reuters
O SBT organizou sabatinas para o segundo turno com os dois candidatos à Presidência. Lula participou da entrevista ontem à noite.
Já Flávio, que seria entrevistado hoje à noite, não confirmou sua participação até o momento, segundo a BBC News Brasil apurou junto à emissora.
Segundo a agenda de Flávio, enviada pela assessoria de imprensa, o senador estará hoje à noite em um evento em Fortaleza.

Crédito, André Borges/ EPA/Shutterstock
Lula enviou hoje ao Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reserva parte das emendas parlamentares impositivas para financiar a gratuidade no transporte público coletivo.
A iniciativa quer garantir tarifa zero aos fins de semana e feriados.
Pesquisa Quaest publicada hoje apontou empate técnico entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Confira os principais números do levantamento:
A pesquisa Quaest ouviu 2.154 pessoas de 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
A quatro dias da eleição, o Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com intenções de voto muito próximas.
Após a inclusão do resultado da pesquisa Quaest divulgada na manhã desta quarta-feira (21/10), o agregador mostra Flávio Bolsonaro dois pontos à frente de Lula.
O gráfico mostra a evolução da intenção de voto no segundo turno nos últimos três meses, com base nas pesquisas de intenção de voto para presidente.Os resultados e as margens de erro de cada uma delas podem ser consultados aqui.
A lei que perdoa dívidas de microempreendedores individuais (MEIs) foi sancionada hoje pelo presidente Lula, cinco dias após aprovação pelo Congresso.
Além de perdoar dívidas contraídas até 13 de outubro deste ano, o "Prospera MEI" também:
O perdão das dívidas entra em vigor em 1º de janeiro de 2027. O projeto havia sido aprovado pelo Senado na última sexfa-feira (16) com 78 votos favoráveis, nenhum contrário e nenhuma abstenção.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, disse que o partido vai acionar a Justiça Eleitoral contra uma possível medida que suspenda o funcionamento de canais de WhatsApp como o “Exército do Lula”, liderado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), que reúne mais de 7 milhões de apoiadores do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Não se pode mudar as regras do jogo quando o jogo está em andamento. Não se pode tomar medidas que favoreçam um lado mais que ao outro (...) Vamos tomar todas as medidas jurídicas cabíveis. Não queremos privilégio. Queremos que as regras sejam mantidas para que a disputa seja igualitária”, disse Silva. A declaração foi dada nesta quarta-feira (21/10) durante um evento no Palácio do Planalto, em Brasília.
A declaração é uma resposta à informação divulgada pelo portal UOL de que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estaria formulando uma medida para suspender o funcionamento de canais com mais de 200 mil inscritos.
Para o filósofo, esta campanha eleitoral atual pode representar um ponto de mudança na forma como a esquerda brasileira encara o ambiente digital.
O pesquisador avalia que a percepção sobre o grau de organização da extrema direita nas redes ficou mais clara para dirigentes, militantes e influenciadores progressistas.
Ele argumenta que a discussão vai além do resultado desta eleição e envolve transformações profundas na democracia e na organização partidária.
À medida que as redes sociais se consolidam como espaço central da disputa política, compreender como esses ecossistemas funcionam pode se tornar um desafio cada vez mais decisivo para candidatos, partidos e eleitores, ele diz.
Nobre defende a tese de um chamado "Partido Digital Bolsonarista" (PDB), uma organização sem registro formal na Justiça Eleitoral, mas que, segundo ele, reúne características típicas de um partido político.
A estrutura teria hierarquia, capacidade de mobilização, coesão interna e influência suficiente para eleger candidatos e pautar debates públicos dentro e fora do Congresso.
Na visão do pesquisador, esse ecossistema ultrapassa os limites dos partidos tradicionais e se espalha por diferentes legendas, mantendo sua principal aliança com o PL. Ele também sustenta que o movimento já desenvolveu vida própria e não depende exclusivamente da família Bolsonaro para existir.
Nesse contexto, lideranças digitais como o deputado Nikolas Ferreira surgem como exemplos de uma nova geração de políticos formados e impulsionados pelas redes sociais.

Crédito, Reuters

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Embora tenha conseguido sucesso com influenciadores e candidatos que nasceram politicamente nas redes sociais, a esquerda ainda não tem com uma estrutura comparável à construída pelo bolsonarismo, avalia o filósofo Marcos Nobre.
O pesquisador diz que grupos progressistas operam de forma mais fragmentada, em redes de apoio e influência que se conectam pontualmente, mas sem uma coordenação centralizada.
Para ele, iniciativas recentes, como o canal "Exército de Lula", canal no WhatsApp criado pelo deputado federal mineiro André Janones (Rede), mostram uma tentativa de ampliar a mobilização digital durante a campanha eleitoral.
Ainda assim, Nobre argumenta que essas ações são voltadas para objetivos imediatos e não configuram, por si só, uma organização política digital de longo prazo.

Crédito, Reuters
As eleições têm revelado uma diferença central entre os campos da direita e da esquerda no ambiente digital, explicou o filósofo e cientista político Marcos Nobre ao jornalista Vitor Tavares, da BBC News Brasil em São Paulo.
De um lado, uma direita mais radical organizada há anos em um "partido digital" consolidado que surgiu dentro da própria arquitetura das redes sociais — e, por isso mesmo, as usa habilmente a seu favor.
Do outro, uma esquerda organizada em "ilhas", ainda tentando incorporar o algoritmo à sua estratégia e que só agora parece começar a perceber sua desvantagem e a reagir a isso.
Quem ganha até o momento? O bolsonarismo, diz Nobre.
Nos próximos posts, vamos detalhar os pontos principais da entrevista (que você pode ler na íntegra aqui).
A Quaest divulgada nesta quarta-feira (21) aponta que 14% dos eleitores estão indecisos na pesquisa espontânea. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
A pesquisa espontânea é quando o eleitor é questionado em quem vai votar sem que o nome dos candidatos seja apresentado por quem faz a pesquisa.
Neste cenário, 14% dos entrevistados dizem estar indecisos. Na pesquisa Quaest divulgada no dia 14 de outubro, o percentual era de 7%.
Também na pesquisa espontânea, Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) estão empatados, ambos com 40% de intenção de voto cada.
A nova pesquisa Quaest capturou a percepção dos eleitores após eventos políticos importantes na última semana.
O primeiro foi a votação que determinou do fim da escala 6x1, uma das pautas mais importantes da campanha de Lula. Flávio Bolsonaro mudou de ideia e votou a favor do fim da escala.
Os dois candidatos também participaram de sabatinas na TV Globo.
E um dos principais episódios da semana foi o debate da Band, que aconteceu na última sexta-feira.
A Quaest entrevistou 2.154 pessoas com 16 anos ou mais, entre 17 e 20 de outubro.
A margem de erro é de 2%, para mais ou para menos.