Durante a tarde, as campanhas de Flávio Bolsonaro e Lula acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em ações que pedem a cassação de adversários e outras punições eleitorais.
Flávio pede a cassação dos registros ou diplomas de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin, além da inelegibilidade dos dois por oito anos. A ação acusa o governo de usar a estrutura da comunicação pública federal para favorecer a campanha à reeleição de Lula.
Como exemplo, cita o programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, e a edição de 20 de outubro, que, segundo a petição, divulgou realizações do governo e associou a eleição de Flávio a possíveis riscos para programas sociais e a proteção ambiental. O senador também pede que a emissora deixe de associar benefícios sociais à escolha eleitoral e solicita multa de R$ 50 mil por descumprimento.
Já a coligação de Lula acusa Flávio de abuso de poder econômico e financiamento irregular relacionado ao filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A petição sustenta que recursos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro financiaram a produção por meio de uma cadeia de empresas e de um fundo nos Estados Unidos, o Havengate, que repassou dinheiro à produtora Go Up Entertainment LLC.
Segundo a ação, o financiamento pode ter beneficiado politicamente Flávio por meio do filme, que exalta seu pai e retrata o senador, e também ajudado a manter a estrutura de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, nos Estados Unidos.
A ação pede que Flávio e Eduardo sejam declarados inelegíveis por oito anos e que o registro ou diploma do senador seja cassado, caso a Justiça reconheça as irregularidades.