Calderón aceita renúncia de protagonista na guerra contra o narcotráfico

O presidente do México, Felipe Calderón, aceitou nesta segunda-feira a renúncia do procurador-geral do país, Eduardo Medina Mora, protagonista da estratégia mexicana na guerra contra o narcotráfico.
Calderón não explicou os motivos da renúncia de Medina, mas agradeceu o “trabalho corajoso” do procurador, que há três anos liderou a controversa guerra do país contra o crime organizado e os cartéis de drogas.
Segundo o correspondente da BBC na Cidade do México Steven Gibbs, pessoas próximas de Medina afirmaram que ele estava pensando em renunciar ao cargo há algum tempo. Ele afirma ainda que o trabalho de procurador-geral é considerado um dos "mais perigosos" no México.
Atualmente, cerca de 45 mil soldados do Exército mexicano trabalham no combate aos cartéis - uma ofensiva iniciada em 2006 e que já deixou mais de 13 mil mortos.
Há especulações de que o substituto de Medina será Arturo Chavez, um procurador pouco conhecido no país.
'Fôlego'
Além de aceitar a renúncia do procurador-geral, o presidente Calderón também anunciou que vai substituir o ministro da Agricultura e o diretor da companhia estatal de petróleo Pemex.
Gibbs afirma que a luta contra os cartéis e a modernização da estatal petroleira são duas das principais políticas de Calderón.
O correspondente afirma que, quase na metade do mandato de seis anos na Presidência, Calderón estaria buscando um novo fôlego nas duas áreas.


















