EUA devem financiar escudo de mísseis em Israel

Israel foi atingido por milhares de foguetes palestinos na guerra de 2006
Legenda da foto, Israel foi atingido por milhares de foguetes palestinos na guerra de 2006
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve pedir ao Congresso de seu país que aprove US$ 200 milhões (cerca de R$ 355 milhões) para ajudar Israel a construir um novo sistema de mísseis de defesa.

Os armamentos teleguiados seriam usados para derrubar foguetes lançados da Faixa de Gaza e do sul do Líbano.

O sistema foi batizado de Domo de Ferro e já foi testado. A construção deve começar ainda neste ano.

De acordo com o departamento de Estado americano, a ajuda financeira militar a Israel no ano passado foi de US$ 2,55 bilhões.

Até 2018, o valor dessa contribuição deve chegar a US$ 3,15 bilhões.

'Comprometimento inabalável'

Um porta-voz da Casa Branca reafirmou o que foi classificado de "comprometimento inabalável" com a segurança de Israel, acrescentando que o presidente Obama reconhece a ameaça representada por mísseis e foguetes lançados pelo Hamas e pelo Hezbollah.

O Domo de Ferro foi concebida e desenvolvida em Israel depois da eclosão da guerra no Líbano em 2006, quando o Hezbollah lançou cerca de 4 mil foguetes contra o norte israelense.

Até o sul de Israel foi atingido por milhares de foguetes e morteiros de militantes palestinos.

Os testes israelenses para o novo sistema foram concluídos em janeiro. Funcionários do governo afirmam que a próxima fase já está em andamento, e prevê a integração com as Forças Armadas do país.

O correspondente da BBC em Washington Steve Kingstone disse que os americanos agora parecem estar agindo de forma a amenizar as tensões recentes nas relações entre os dois países.

Em março, a aprovação da construção de novas casas para judeus na parte ocupada do leste de Jerusalém. A decisão foi tomada durante uma visita do vice-presidente americano, Joe Biden, a Israel abrindo uma crise diplomática.

O anúncio de financiamento americano para o Domo de Ferro coincidiu com a retomada de negociações indiretas entre Israel e a Autoridade Palestina.