Representante de Khadafi esteve na Grã-Bretanha para negociações

Correligionários de Khadafi durante manifestação (Foto - Reuters)
Legenda da foto, Britânicos estimulam correlionários a abanonar regime de Khadafi
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Um representante do governo do líder da Líbia, Muamar Khadafi, esteve na capital da Grã-Bretanha, Londres, para negociar com autoridades britânicas.

Mohammad Ismaili, um assistente dos filhos de Khadafi, teria ouvido dos britânicos que o coronel Khadafi precisa deixar o poder.

Segundo o repórter James Roberts, da BBC, Mohammad Ismaili, que assessora Saif al-Islam, um dos filhos de Khadafi, o Ministério das Relações Exteriores da Grã-Bretanha não confirmou a visita, dizendo que ''não falaremos sobre nossos contatos com autoridades líbias, mas em todos os contatos que temos feito, frisamos que Khadafi tem de ir''.

O enviado líbio estaria tentando negociar uma possível estratégia de saída para Khadafi, mas o Ministério das Relações Exteriores afirmou que a política britânica é a de estimular todos aqueles que fazem parte de ''um regime brutal'' a abandoná-lo.

De acordo com o repórter da BBC, ainda não se sabe a quem Ismaili esteve representando em Londres, mas ele já teria retornado à capital líbia, Trípoli.

Saída estratégica

Existe forte especulação de que alguns dos filhos de Khadafi, principalmente Saif al-Islam, Saadi e Mutassim, estariam dispostos a discutir estratégias de saída, tanto para o líder líbio como para toda sua família.

A notícia da visita surge em meio à presença no país do ex-ministro das Relações Exteriores da Líbia, Moussa Koussa, que abandonou o cargo e disse não pretender retomar suas funções à frente do governo de seu país.

Representantes dos serviços de inteligência britânicos seguem interrogando Moussa Koussa, que além de chanceler foi também por muito tempo o responsável por serviços de inteligência da Líbia no exterior.

O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, disse que a defecção de Moussa Koussa ''conta uma história de desespero e medo no topo do regime apodrecido e em ruínas de Khadafi''.

Cameron também frisou que Koussa não recebeu imunidade contra possíveis processos.

Promotores escoceses pediram para entrevistar o ex-chanceler, a respeito do atentado à bomba contra o avião que explodiu sobre a cidade escocesa de Lockerbie, em 1988, matando 270 pessoas, mas fontes do governo britânico disseram ao jornal britânico The Guardian que ele não esteve envolvido com o incidente.

Após a defecção de Moussa Koussa surgiram informações ainda não confirmadas de que outros altos representantes do governo líbio poderão abandonar o regime.

A rede de TV Al Jazeera disse que o ministro de Inteligência, o vice-ministro das Relações Exteriores e o presidente do Congresso estariam se dirigindo à Tunísia.