Obama, Cameron e Sarkozy pedem saída de Khadafi

Jato usado pela Otan na missão militar na Líbia
Legenda da foto, Comunicado conjunto de Obama, Sarkozy e Cameron foi publicado em jornais dos três países
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Líderes dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e França afirmaram nesta quinta-feira por meio de um comunicado conjunto que só haverá paz na Líbia quando Muamar Khadafi deixar o poder.

Segundo o presidente americano, Barack Obama, o francês Nicolas Sarkozy e o premiê britânico David Cameron, proteger civis líbios não é mais suficiente e afirmaram que Khadafi precisa sair.

Para isso, defenderam a permanência no país da Otan e de seus militares e afirmaram que "permitir que Khadafi siga no poder seria trair o povo líbio".

O comunicado foi publicado em três importantes jornais – Washington Post (EUA), Times (Grã-Bretanha) e Le Figaro (França).

A divulgação de um comunicado desses é algo pouco comum, segundo o correspondente da BBC em Paul Adams.

“A carta vem à tona em um momento de crescente desconfiança em relação à capacidade da missão militar ocidental em derrubar Khadafi. Ela também coincide com tensões dentro da Otan sobre a relutância de alguns membros em colaborar mais”, afirma Adams.

Mais aviões

Horas antes, o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, pediu aos países-membros “alguns aviões a mais” para os ataques na Líbia.

Durante uma reunião com ministros do Exterior dos países da aliança, realizada em Berlim, Rasmussen disse que mais aeronaves sofisticadas são necessárias para realizar ataques com mais precisão, num momento em que a aliança sofre pressão para, ao mesmo tempo em que tenta evitar a morte de civis, ampliar suas ações no país africano.

Rasmussen disse que não recebeu ofertas de mais jatos vindas de nenhum membro da Otan, mas que “estava confiante” que isso aconteceria.

“Agora que (as forças do regime líbio) escondem suas armas em áreas densamente povoadas, para evitar a morte de civis precisamos de equipamentos sofisticados. Então, precisamos de alguns jatos de precisão a mais”, declarou.

À imprensa, o secretário-geral disse que a Otan continuaria a atacar as forças do líder líbio Muamar Khadafi “dia a dia, ataque por ataque”.

Enquanto isso, a Grã-Bretanha e a França têm tentado persuadir os demais membros da aliança a aumentar sua ajuda à missão na Líbia, para intensificar os ataques aéreos contra as forças de Khadafi, relata o correspondente de assuntos diplomáticos da BBC James Robbins.

A missão na Líbia não é uma unanimidade dentro da aliança: a Turquia e a Alemanha se opuseram à ação militar contra as forças de Khadafi.

A Espanha disse que continuará a fornecer apoio logístico, mas não se envolverá diretamente nos ataques.

A TV estatal líbia disse que aviões da Otan lançaram nesta quinta-feira ataques sobre a capital do país, Trípoli, mas afirmou que não houve vítimas.

Tropas leais a Khadafi lançaram um forte ataque à cidade portuária de Misrata, a única parcialmente controlada por rebeldes no oeste líbio.

O número de vítimas na ofensiva em Misrata não foi confirmado de forma independente, mas fontes rebeldes falam de dezenas.