Obama elogia Israel e pede gesto de aproximação de árabes

O presidente americano, Barack Obama, elogiou nesta terça-feira Israel após o país declarar que congelou as construções em assentamentos judaicos na Cisjordânia e pediu para que as nações árabes façam gestos de reaproximação com o país.
“Tem ocorrido um movimento na direção correta”, disse Obama, após se encontrar com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, em Washington.
“Minha esperança é que veremos não apenas movimento de israelenses, mas também de palestinos na questão de (minimizar o) incitamento (à violência) e (aumentar a) segurança, e de Estados árabes que mostrem vontade de se aproximar de Israel.”
“Todos terão que correr alguns riscos”, completou Obama.
Assentamentos
O congelamento das construções israelenses em terras que os palestinos pretendem usar para seu futuro Estado é um dos pontos cruciais nas discussões de paz envolvendo os dois lados.
Obama exigiu o fim das construções e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse que a medida seria pré-condição para as negociações.
Mas a recusa do premiê israelense, Binyamin Netanyahu, de aceitar publicamente esta exigência foi considerado um raro ponto de discórdia na tradicionalmente harmônica relação entre Estados Unidos e Israel.
Nesta terça-feira, o governo israelense disse que desde a posse de Netanyahu, há cinco meses, nenhuma permissão de construção em assentamentos havia sido aprovada.
Mas a ONG israelense Peace Now afirma que as obras de ampliação prosseguem em pelo menos mil unidades residenciais.
Plano?
Mubarak disse que o Egito não vai se aproximar mais de Israel a menos que o governo israelense tome “medidas concretas” e disse que os árabes têm memórias ruins da última vez que Binyamin Netanyahu foi premiê do país, nos anos 90.
O porta-voz do presidente egípcio disse que Obama apresentaria em setembro um novo plano de paz para o Oriente Médio,
“Hoje Obama disse que espera que o rascunho do plano de paz esteja pronto no próximo mês, em setembro”, disse Soliman Awaad.
Mas a afirmação foi negada pelo porta-voz do líder americano.
“Esperamos que continuemos a progredir, mas não sei de nenhum plano específico que os Estados Unidos vão apresentar”, disse o secretário de Imprensa da casa branca, Robert Gibbs.


















